03 Cultura
Cultura viva · muitas autorias
O patrimônio acontece entre pessoas
Gestos, festas, técnicas e narrativas circulam entre gerações. Este mosaico aproxima experiências diferentes sem reduzir o Seridó a uma única imagem.

Devoções que organizam o tempo comunitário
Festas, irmandades, altares domésticos e encontros coletivos.
Entrar no dossiê ↓Bordar, moldar, tocar, ensinar
Conhecimentos aprendidos pela observação, prática e convivência.
Conhecer vozes ↓Memória que se faz à mão
Tachos, pontos, ingredientes e redes femininas de trabalho.
Abrir doçaria ↓O Seridó também é contado em voz alta
Cordéis, repentes, filarmônicas, benzimentos, fotografias e previsões de chuva recriam a tradição no presente.
Livro-base · pp. 101–110Dossiê em destaque · arte sacra · acervo universitário
Devoções do Seridó: fé, território e memória
Criada pelo Museu do Seridó durante os festejos de Sant’Ana de Caicó, a série expográfica aproxima objetos de arte sacra, práticas religiosas e experiências sociais. A proposta reforça os vínculos entre a comunidade, a universidade e seus espaços de memória.
O acervo como caminho para compreender as devoções
A primeira exposição virtual da história do Museu do Seridó foi inaugurada em 28 de julho de 2020, durante o Fórum da Festa de Sant’Ana. A curadoria partiu de cinco peças do acervo de Arte Sacra para interpretar a presença da fé na formação cultural da região.
Consultar notícia da UFRN ↗Consultar a ficha documental →

Cinco peças do acervo
Imagens mobilizadas pela primeira exposição
O portal registra apenas a identificação divulgada pela UFRN. Fotografias, fichas museológicas e demais dados devem ser consultados diretamente com o museu.
- 01Sant’Ana Mestra
- 02Sant’Ana Guia
- 03Nossa Senhora do Rosário
- 04Imaculada Conceição
- 05Menino Jesus
A fé em tempos de isolamento
A edição refletiu sobre os impactos da pandemia nas devoções a Sant’Ana e sobre a transformação dos lares em espaços de oração. Organizou-se nos módulos Sant’Ana, Gerações e Devoções em Isolamento, articulando acervo, altares domésticos e tecnologias digitais.
Ver registro do CERES/UFRN ↗A tragédia como milagre
A série teve continuidade com uma terceira exposição, ampliando a investigação sobre religiosidade, acontecimentos trágicos, promessas e construção social dos milagres no Seridó.
Conhecer a terceira exposição ↗A exposição também permanece em vídeo
O canal oficial do Museu do Seridó conserva uma playlist da primeira exposição virtual, permitindo acompanhar parte da experiência e sua divulgação.
Acessar playlist oficial ↗Síntese educativa baseada em informações públicas da UFRN e do CERES. Nenhuma imagem do acervo sacro foi reproduzida.
Dossiê em destaque · saberes alimentares
Doces do Seridó: memória que se faz à mão
O antigo Museu Virtual Doces do Seridó reuniu imagens, textos e registros sobre a produção, a circulação e o consumo de doces tradicionais. Lançado em 2017 e coordenado pela pesquisadora Maria Isabel Dantas, o projeto nasceu de uma pesquisa sobre a doçaria seridoense iniciada em 2010.
Mais que receitas: técnicas, afetos e pertencimento
A doçaria traduz relações entre clima, ingredientes, utensílios, trabalho familiar e calendário festivo. O conhecimento do ponto, da textura, do tempo de secagem e do uso dos tachos é aprendido sobretudo pela observação, pela convivência e pela prática compartilhada.
Modos de fazer
Preparar, sovar, rechear, cozinhar, secar e decorar são gestos técnicos que variam entre famílias e municípios, preservando identidades locais.
Transmissão
Muitas doceiras aprenderam com mães, avós, sogras e vizinhas. A continuidade depende do interesse das novas gerações e de ações de documentação e ensino.
Trabalho e renda
A produção artesanal participa da economia familiar, das feiras, das festas religiosas e da circulação de produtos associados à identidade do Seridó.
Vozes da tradição
Doceiras registradas nas pesquisas
Nomes preservados em estudo acadêmico que utilizou o antigo museu como fonte. A lista é inicial e poderá ser ampliada com autorização e documentação.
- São João do SabugiZélia Fernandes de Lucena Costa
- Jardim do SeridóVandilza Gonçalves da Silva Moraes
- Jardim do SeridóMaria das Dores dos Santos · Dorinha
- CaicóMaria de Fátima da Silva · Betinha Cafumbó
Fontes para conhecer e conferir
IFRN · lançamento do museu ↗Pesquisa sobre o doce seco ↗Dantas et al. (2023) · identidade e tradição ↗O domínio original está indisponível. Esta seção é uma reconstrução educativa baseada em fontes públicas e acadêmicas; não reproduz arquivos visuais de autoria ou licença ainda não confirmadas.
Mestres, práticas e lugares
Saberes com autoria e território
Preservar um saber também significa nomear quem o pratica, reconhecer seu lugar de transmissão e chegar à fonte que sustenta cada registro.
Bordado do Seridó
Saber artesanal transmitido entre gerações e reconhecido por Indicação Geográfica.
Consultar referência ↗02São VicenteMemória dos cachimbeiros
Ofício documentado a partir das lembranças de Dona Elvira e do acervo museal local.
Consultar referência ↗03São João do SabugiFilarmônica Honório Maciel
Música, educação e vida comunitária articuladas por uma referência cultural municipal.
Consultar referência ↗04SeridóOralidade, cordel e previsões de chuva
Formas de expressão que narram o território e atualizam conhecimentos em circulação.
Consultar referência ↗